Como dormir melhor sem o uso de remédios?

Como dormir melhor sem o uso de remédios?

Nós passamos 1/3 da vida dormindo. O sono é um repouso essencial para que o organismo reorganize seus sistemas. O sistema imunológico é reforçado, as células são renovadas, há neutralização dos radicais livres e a memória é consolidada. Assim, muitas pessoas que sofrem distúrbios de sono veem nos remédios uma solução rápida para acabar com a insônia.

A medicina alternativa oferece soluções menos nocivas e igualmente eficazes para tratar distúrbios do sono. O assunto é longo mas merece atenção.

Remédio como primeira opção?

Antes de decidir fazer uso de um indutor de sono é fundamental refletir se realmente há necessidade. Apesar de ser de fácil acesso, remédios podem trazer transtornos à saúde. Por exemplo: Para tratamento de distúrbios de sono, inicia-se com um medicamento e com o tempo aumenta-se a dose ou altera-se o remédio porque ele perdeu o efeito e assim sucessivamente. Os remédios para sono são de uso contínuo, significando que você não está curado. Eles melhoram o sono mas são apenas paliativos e causam dependência e vários efeitos colaterais.

Existem casos onde o uso destes medicamentos é recomendado, é sempre melhor que a pessoa possa dormir ao invés de sofrer com as alterações causadas pela insônia (irritabilidade, indisposição, cansaço, falta de concentração e até depressão). No entanto, existem outras formas mais naturais e menos nocivas que devem ser levadas em conta.

 

Fatores Externos 

Na maioria dos casos, os hábitos que a pessoa mantém na hora de dormir influenciam diretamente na qualidade do seu sono. Para conseguirmos um descanso reparador, é preciso prestar atenção em alguns pontos fundamentais para dormir melhor sem o uso de remédios. São eles:

  • Silêncio

Nossa audição é o sentido que não desliga nunca. É por isso que acordamos ao som do despertador. Dormir com excesso de barulhos externos pode estar prejudicando o seu corpo na tarefa de produzir a cadeia hormonal e de outras centenas de substâncias produzidas especificamente durante o sono.

  • Ambiente Escuro

E falo de escuridão total. Nosso corpo sabe quando é dia ou noite graças a mudança de claridade. Com o tempo e a evolução da eletricidade, a noite tornou-se tão clara quanto o dia. Nossas células fotossensíveis e suas funções são reguladas exatamente por essa noção de luminosidade ou escuridão.

Se você dorme com a televisão ligada ou até mesmo com a porta do quarto aberta para um corredor iluminado atrapalha a sensibilidade celular e confunde nosso corpo. Se você mora próximo a um local com muito barulho ou não consegue por algum motivo alcançar a escuridão necessária na hora de dormir, invista em um tampão de ouvidos e de olhos.

  • Desacelere o ritmo

Diminua os estímulos na hora de dormir. Evite atividades físicas, assistir televisão, trabalhar e mexer no celular (no máximo leia um livro). Assim, você consegue condicionar seu corpo para que a hora que você vá para a cama ele entenda que é hora de dormir. Diminua barulho, luzes, telas de TV e computadores e prepare seu corpo para o sono.

  • Refeições pesadas

Quando nos alimentamos em excesso, nosso corpo passa a preocupar-se com a digestão desse alimento, deixando de lado todas as funções que normalmente realiza enquanto dormimos.

 

Substâncias naturais 

Os fatores citados acima são importantes, mas talvez não sejam suficientes para resolver o seu problema com a insônia. Ainda existem outras possibilidades a serem exploradas: substâncias naturais, que já são utilizadas há milhares de anos. São fitoterápicos que bioquimicamente agem na indução do sono. Destaques:

  • Maracujá

Principalmente consumir o maracujá na forma de um chá quente. O calor ajuda a induzir a sensação de aconchego, ideal para a hora de dormir. A passiflora presente na planta do maracujá estimula o GABA – importante neurotransmissor que acalma, baixa os níveis de cortisol, baixa nosso estresse e melhora a qualidade do sono.

  • Camomila

Novamente na forma de chá, a camomila age na diminuição da ansiedade. A Glicenia, substância presente na planta, exerce um efeito calmante sobre nossos nervos. Além disso, os flavonoides (composto bioativo da camomila) possuem uma ótima ação anti-inflamatória e antioxidante – fornecendo um benefício global para a saúde.

  • Extrato de Valeriana

Pode ser encontrado facilmente em lojas de produtos naturais na forma de cápsulas e extratos. Com compostos importantes (como o ácido isovalérico, valerênico e oxidantes), a Valeriana também age na redução da ansiedade.

  • Chá de Lúpulo

Possui uma série de benefícios e é uma boa opção para quem sofre com distúrbios do sono. Entre eles: Tratamento da agitação, taquicardia, ansiedade e perturbações do sono, alivia dores em geral e auxilia na eliminação das toxinas do organismo.

O Inositol, a Taurina e a Relora são também alternativas naturais a serem pensadas antes de se partir para o uso de medicamentos – todas as substâncias acima podem ser encontradas em lojas de produtos naturais.

  • Melatonina

A Melatonina é a substância mais importante para regular o sono e não é por acaso que seja conhecida como o “hormônio do sono”! Secretada principalmente pela glândula hipófise no cérebro durante a escuridão, ela serve para modular o ciclo circadiano do nosso relógio biológico. A melatonina ainda serve como neuroprotetor, antioxidante, antidepressivo, eleva a capacidade imunológica durante o inverno e ativa o sistema de citocinas anti-inflamatórias.

A produção de melatonina pode ser estimulada através de fitoterápicos e principalmente de uma substância conhecida como 5-HTP (Cinco Hidroxitriptofano) que pode ser manipulado. Porém, o uso da melatonina deve ser prescrito e não é para todos. Consulte sempre um especialista que esteja a par do seu caso.

 

E pessoas que já utilizam medicamentos para dormir?

O ideal seria diminuir gradativamente o uso destas substâncias e inserir aos poucos alternativas mais naturais. Desta forma auxiliando o paciente no “desmame” dos remédios. É possível alcançar uma boa qualidade de sono e dormir melhor sem o uso de remédios!

 

Fonte: Dr. Victor Sorrentino

 

 

Share this post

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *